












Paramos no centro da cidade, fizemos compras. Caminhamos pela cidade. Fomos a praia, a livraria e comemos muito bem na cidade maravilhosa. Mesmo com a temperatura um pouco baixa, a luz do sol nos aqueceu todos os dias e a cidade estava lindíssima.
Objetivo da viagem: Final de semana na cidade maravilhosa entre amigas. Controlar o tempo, uma ambição humana tão antiga quanto os povos remotos, ganhou na Itália um novo significado. No país, começou uma experiência inovadora, considerada uma das saídas para a salvação do planeta: diminuir o ritmo, ir mais devagar, com calma. A ideia do movimento que está se espalhando pelo mundo, "cidades do bem viver", é promover mudanças de mentalidade e estilo de vida."
Procurei os videos na internet e estão separados em três partes.
Fonte: Globo Repórter
Quero viver em um lugar assim....

| Ser alegre (muito melhor do que ser feliz) é gostar de viver mesmo quando a vida nos castiga |

A Partida!titulo original: (Okuribito)
lançamento: 2008 (Japão)
direção: Yojiro Takita
atores: Masahiro Motoki , Tsutomu Yamazaki , Ryoko Hirosue , Kazuko Yoshiyuki , Kimiko Yo
duração: 130 min
gênero: Drama
Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki) tem o sonho de tocar violoncelo profissionalmente. Para tanto se endivida e compra um instrumento, conseguindo emprego em uma orquestra. O pequeno público que comparece às apresentações faz com que a orquestra seja dissolvida. Sem ter como pagar, ele devolve o instrumento e decide morar, com sua esposa Mika (Ryoko Yoshiyuki), em sua cidade natal. Em busca de emprego, ele se candidata a uma vaga bem remunerada sem saber qual será sua função. Após ser contratado, descobre que será assistente de um agente funerário, o que significa que terá que manipular pessoas mortas. De início Daigo tem nojo da situação, mas a aceita devido ao dinheiro. Apesar disto, esconde o novo trabalho da esposa. Aos poucos ele passa a compreender melhor a tarefa de preparar o corpo de uma pessoa morta para que tenha uma despedida digna.
Sinopse :

Usando clowns, músicos e acrobatas, a montagem cria situações e imagens insólitas a partir de fragmentos da vida e da obra do escritor russo, que também era médico e pescador."Tchekhov gostava de pescar, e fazia isso para pensar e refletir tranquilamente. Alguns peixes se pescam nas profundezas, sem utilizar boia, mas fixando uma sineta na extremidade da vara. Donka é o nome de uma destas sinetas, um destes instrumentos com os quais Tchekhov se preparava para a meditação", explica o diretor.
A produção russa da companhia Teatro de Sunil e do Chekhov International Theatre Festival, co-produzida por Théâtre Vidy-Lausanne e Inlevitas Productions, é apresentada em português no Teatro Paulo Autran, com curta temporada que vai de 14/8 a 20/8.
A montagem estreou em Moscou no dia 29/01 deste ano, data em que se comemoraram os 150 anos do nascimento de Tchekhov, e chegou ao Brasil para apresentações em Belo Horizonte [Festival Internacional de Teatro] e na capital paulista.
Como clowns e narradores da história, os integrantes do elenco transitam entre diversos personagens e universos das obras do autor russo. Uma carta a Tchekhov, subtítulo do espetáculo, é uma referência ao fato de que a montagem não fala de Tchekhov, mas fala a Tchekhov.
"Contamos o encontro do nosso mundo, do mundo da clowneria e do circo, com seu mundo. Buscamos os detalhes, as coincidências, as encruzilhadas entre Tchekhov homem de teatro, médico e pescador. Tentamos ler as margens de seus escritos, suas notas, seus cadernos de anotações, tentamos escutar os sons de seus contos, as coincidências entre seu tempo/espaço e nosso tempo/espaço", define Pasca.
O elenco de Donka conta com a participação de duas atrizes brasileiras, Helena Bittencourt, que trabalhou com Daniele Finzi Pasca no Cirque du Soleil e hoje vive na Espanha, e Beatriz Sayad, atriz que integrou o Teatro do Sunil de 1991 a 1999, atuando no espetáculo 1337 - Déjeneur sur l'herbe."
Fonte: Portal SESC Pinheiros
Programão!
Não tinha mais ingresso, cheguei um pouco antes de começar o espetáculo. Segui o conselho da Mel e fui ver se algum convidado tinha desistido.
Consegui! Faltavam 5 minutos para começar e eu estava sentadinha, parecendo uma criança...
...nunca vi um espetáculo tão lindo!
Grazie amica e buona notte.

Recentemente tirei alguns dias para viajar de férias e conheci um autor interessantíssimo de nome Rubem Alves...adorei a forma com que escreve, sua sensibilidade e simplicidade ao tratar as coisas do cotidiano. Como foi por meio de uma amiga que o conheci, deixo aqui, um texto dele que fala sobre amizade.
A Amizade
Lembrei-me dele e senti saudades... Tanto tempo que a gente não se vê! Dei-me conta, com uma intensidade incomum, da coisa rara que é a amizade. E, no entanto, é a coisa mais alegre que a vida nos dá. A beleza da poesia, da música, da natureza, as delícias da boa comida e da bebida perdem o gosto e ficam meio tristes quando não temos um amigo com quem compartilha-las. Acho mesmo que tudo o que fazemos na vida pode se resumir nisto: a busca de um amigo, uma luta contra a solidão...
Lembrei-me de um trecho de Jean-Christophe, que li quando jovem, e do qual nunca me esqueci. Romain Rolland descreve a primeira experiência com a amizade do seu herói adolescente. Já conhecera muitas pessoas nos curtos anos de sua vida. Mas o que experimentava naquele momento era diferente de tudo o que já sentira antes. O encontro acontecera de repente, mas era como se já tivessem sido amigos a vida inteira.
A experiência da amizade parece ter suas raízes fora do tempo, na eternidade. Um amigo é alguém com quem estivemos desde sempre. Pela primeira vez, estando com alguém, não sentia necessidade de falar. Bastava a alegria de estarem juntos, um ao lado do outro.
“Christophe voltou sozinho dentro da noite. Seu coração cantava ‘Tenho um amigo, tenho um amigo!’ Nada via. Nada ouvia. Não pensava em mais nada. Estava morto de sono e adormeceu apenas deitou-se. Mas durante a noite foi acordado duas ou três vezes, como que por uma idéia fixa. Repetia para si mesmo: ‘Tenho um amigo’, e tornava a adormecer.”
Jean-Christophe compreendera a essência da amizade. Amiga é aquela pessoa em cuja companhia não é preciso falar. Você tem aqui um teste para saber quantos amigos você tem. Se o silêncio entre vocês dois lhe causa ansiedade, se quando o assunto foge você se põe a procurar palavras para encher o vazio e manter a conversa animada, então a pessoa com que você está não é amiga. Porque um amigo é alguém cuja presença procuramos não por causa daquilo que se vai fazer juntos, seja bater papo, comer, jogar ou transar. Até que tudo isso pode acontecer. Mas a diferença está em que, quando a pessoa não é amiga, terminado o alegre e animado programa vem o silêncio e o vazio – que são insuportáveis. Nesse momento o outro se transforma num incômodo que entulha o espaço e cuja despedida se espera com ansiedade.
Com o amigo é diferente. Não é preciso falar. Basta a alegria de estarem juntos, um ao lado do outro. Amigo é alguém cuja simples presença traz alegria independentemente do que se faça ou diga. A amizade anda por caminhos que não passam pelos programas.
Uma estória oriental conta de uma árvore solitária que se via no alto da montanha. Não tinha sido sempre assim. Em tempos passados a montanha estivera coberta de árvores maravilhosas, altas e esguias, que os lenhadores cortaram e venderam. Mas aquela árvore era torta, não podia ser transformada em tábuas. Inútil parra os seus propósitos, os lenhadores a deixaram lá. Depois vieram os caçadores de essências em busca de madeiras perfumadas. Mas a árvore torta, por não ter cheiro algum, foi desprezada e lá ficou. Por ser inútil, sobreviveu. Hoje ela está sozinha na montanha. Os viajantes se assentam sob a sua sombra e descansam.
Um amigo é como aquela árvore. Vive de sua inutilidade. Pode até ser útil eventualmente, mas não é isso que o torna um amigo. Sua inútil e fiel presença silenciosa torna a nossa solidão uma experiência de comunhão. Diante do amigo sabemos que não estamos sós. E alegria maior não pode existir.
Rubem Alves